Em meio a acusações sobre uma suposta “milícia digital”, os candidatos ao Governo de Pernambuco iniciaram o horário gratuito eleitoral de rádio e TV com discursos antagônicos. Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição, fez um balanço positivo do seu trabalho nos últimos três anos e meio, lembrou o momento difícil diante da morte do seu marido – o empresário Fernando Lucena – e ratificou ter encontrado uma “casa desarrumada”.
Mesmo assim, ela disse ter conseguido fazer entregas em todas as regiões do Estado, além de citar a geração de emprego com carteira assinada e crescimento da economia. “O mais importante de tudo é ver o nosso povo voltando a acreditar em si mesmo, resgatar a autoestima de uma gente“, declarou. Raquel encerra a primeira peça pedindo voto para continuar no cargo: “Eu quero ser governadora de Pernambuco para continuar liderando esse Estado pelos próximos anos, para fazer a água chegar na torneira, a estrada chegar na porta, a oportunidade chegar onde as pessoas precisam“.
Principal adversário da governadora, João Campos (PSB) abriu seu programa exaltando a parceria com o presidente Lula (PT). O socialista prometeu realizar o que classificou como o “maior ciclo de obras da história” de Pernambuco, com destaque para a construção de quatro novos hospitais (um deles em Petrolina).
A campanha apresenta João Campos como herdeiro de um legado político associado a nomes como Miguel Arraes e Eduardo Campos – dois ex-governadores do Estado e, respectivamente, seu bisavô e seu pai. O guia resgata realizações atribuídas à gestão de João à frente da Prefeitura do Recife, como a ampliação de vagas em creches, obras nos morros, a construção do Hospital da Criança e a expansão da atenção básica em saúde.



