Povos e comunidades tradicionais, organizações sociais, movimentos populares, universidades e representantes da sociedade civil participarão na próxima terça-feira (25) do Seminário Defesa dos Territórios Tradicionais, em Juazeiro (BA). O encontro será realizado das 8h30 às 15h30, no auditório do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
O seminário é uma das primeiras atividades da Campanha Permanente em Defesa dos Territórios Tradicionais, lançada oficialmente durante o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia, realizado em outubro de 2025, em Juazeiro. A campanha foi constituída como um espaço coletivo de defesa dos povos, das comunidades, das culturas, das memórias e dos modos de vida construídos nos territórios.
A programação começará com uma mesa de abertura e segue com o mapeamento dos conflitos socioambientais no território do Sertão do São Francisco e em outras regiões da Bahia. O levantamento permitirá reunir informações sobre as ameaças enfrentadas pelas comunidades e ampliar a compreensão sobre os conflitos fundiários existentes no Estado.
O encontro também contará com o lançamento do Caderno de Conflitos no Campo da Comissão Pastoral da Terra, e um debate sobre as perspectivas da Campanha Permanente em Defesa dos Territórios Tradicionais. Esse momento será dedicado à continuidade da mobilização, à articulação entre as organizações e à construção de estratégias coletivas de defesa dos territórios.
A proposta é reunir diferentes experiências e conhecimentos para compreender as ameaças enfrentadas pelos povos e comunidades e fortalecer as formas de resistência já construídas. Segundo os organizadores, “a campanha compreende os territórios tradicionais como espaços onde se vive, produz, cuida, celebra e transmite saberes. Sua defesa envolve a proteção das pessoas, das águas, das culturas, das memórias, das identidades e das condições necessárias à continuidade da vida”.
Clamor à sociedade
Com atuação permanente, a campanha busca informar a sociedade sobre os conflitos e os direitos dos povos e comunidades tradicionais, dar visibilidade às suas realidades, denunciar violações e mobilizar diferentes setores sociais. O seminário pretende ampliar esse diálogo e colocar os territórios no centro do debate público regional. Todas as pessoas comprometidas com a pauta estão convidadas a participar do encontro para fortalecer as vozes das comunidades e contribuir para a construção coletiva dos caminhos de defesa dos territórios tradicionais.



