Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil em 2026 subiu para 5,33%. Essa estimativa está acima do teto da meta estabelecida pelo CMN, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, totalizando 4,5% como limite máximo permitido.

Mesmo com o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, a inflação persiste em alta, sendo elevada pela 15ª semana consecutiva. Em maio, a inflação oficial foi de 0,58%, impulsionada principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA atingiu 4,72%, ultrapassando o teto da meta.

O copom reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual na última semana, chegando a 14% ao ano. Este foi o terceiro corte consecutivo promovido pelo Banco Central. Apesar da redução, a taxa continua em alto patamar, com projeções de encerrar 2026 em 14% ao ano e queda gradual para os anos seguintes.

Além disso, houve uma leve melhoria na expectativa para o crescimento do PIB brasileiro, com projeções de 1,98% para 2026. Para os anos seguintes, as expectativas de crescimento são de 1,7% em 2027 e 2% em 2028 e 2029. A cotação do dólar deve encerrar o ano em R$ 5,20, segundo as estimativas do mercado financeiro. (Fonte: Agência Brasil)


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