O Brasil já registrou 7 casos de hantavírus em 2026, agente infeccioso responsável por um surto atípico no cruzeiro MV Hondius, onde três pessoas perderam a vida.

Entre esses casos, um resultou em morte confirmada em Minas Gerais. No entanto, esses registros não estão relacionados ao surto no cruzeiro.

O hantavírus não é uma novidade e causa de 10 mil a 100 mil casos a cada ano em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dados do Ministério da Saúde até 27 de abril indicam dois casos em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, um em Santa Catarina, um no Paraná e um sem identificação de unidade federativa. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná também confirmou um segundo caso neste ano.

No ano anterior, o Brasil registrou 35 casos e 15 mortes por hantavírus. Esses dados são preliminares e podem sofrer atualizações.

É um cenário esperado, já que, em média, o país identifica aproximadamente 45 casos de infecção pelo vírus anualmente nos últimos cinco anos. Desde o início da série histórica em 1993, o maior número de casos anuais foi em 2006, com 186 casos confirmados.

Quanto aos óbitos, a média dos últimos cinco anos mostra cerca de 15 mortes anualmente. O ano mais letal desde 1993 também foi 2006, com 71 vítimas fatais por hantavírus.

De 2007 a 2025, o Ministério da Saúde identificou que 76% dos casos de infecção por hantavírus no Brasil foram em homens de 20 a 49 anos; 81% ocorreram em áreas rurais e 93% exigiram hospitalização. Nesse período, a taxa de mortalidade foi de 41%, ou seja, quase metade dos infectados não resistiram. (Foto: Ministério da Saúde da Argentina/AFP).


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