No mês de março, o Sertão pernambucano apresentou uma redução nos principais indicadores de criminalidade, incluindo homicídios, violência de gênero, roubos e furtos. Um destaque importante foi a ausência de crimes de homicídio contra mulheres e feminicídios no terceiro mês do ano.
Ambos os crimes tiveram uma redução de 100% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em março de 2025, foram registrados cinco homicídios contra mulheres e dois feminicídios. A violência de gênero diminuiu de 1.353 em março de 2025 para 1.313 em março de 2026, representando uma queda de 3%. Esses dados foram divulgados pela Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGace) da Secretaria de Defesa Social (SDS).
As estatísticas mostram que a região também teve uma queda de 45,5% nas Mortes Violentas Intencionais (MVIs) no período. Os homicídios reduziram de 55 casos em março de 2025 para 30 em março de 2026, assim como os Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs), que caíram de 127 para 100 registros, representando uma redução de 21,3%.
“Os números demonstram o fortalecimento das investigações e o compromisso com a responsabilização dos autores de crimes. Destaco o município de Serra Talhada, que ficou 77 dias sem registros de homicídio, e Petrolina, que teve em março o melhor mês da história em relação a crimes de homicídios“, enfatizou o gerente de Controle Operacional da PCPE do Interior 2, delegado Gregório Ribeiro.
O diretor Integrado do Interior (Dinter) 2 da Polícia Militar de Pernambuco (PMBA), Coronel Flávio França, ressaltou a diminuição dos indicadores em março. “Este foi um mês de muito trabalho, empenho e dedicação dos nossos policiais, aliado à integração com as demais operações, resultando em maior efetividade e resultados“, declarou o Coronel França.
Outros crimes
No mesmo mês, o Sertão também registrou quedas significativas em diversas modalidades criminais, como roubos de veículos (-21,7%), furtos de veículos (-15,8%), furtos de cargas (-50%), celulares subtraídos (-54,9%), estupros (-39,7%) e estupros de vulneráveis (-37,8%).



