Depois da Copa do Mundo de futebol, a seleção masculina do Brasil não conquistou o hexa e teremos que esperar pelo próximo mundial. Entretanto, não será necessário esperar mais quatro anos para torcer pelo Brasil.
Isso porque no próximo ano teremos a Copa do Mundo Feminina, que pela primeira vez será realizada aqui no Brasil.
Por todo lugar, vemos meninas apaixonadas por futebol, que têm as jogadoras da seleção feminina como exemplo a ser seguido. A torcida está garantida para todas as idades.
A pequena Manuela Baère, de 6 anos, já está ansiosa para ver as atletas em campo.
“Eu amo futebol. Você sabia que eu faço aula de futebol? E estou muito animada para ver as meninas jogarem. Só vemos os meninos jogando. Mal posso esperar para assistir as meninas jogando”, diz.
Sofia Seabra, de 13 anos, é uma grande fã da atacante Marta, que continua sendo uma inspiração para várias gerações. A estudante de Brasília já está negociando com sua família para poder assistir a abertura do mundial feminino no Maracanã.
“Estou muito animada com a Copa do Mundo feminina no próximo ano, estou até me comportando melhor para conseguir ver o jogo no Rio de Janeiro. Eu cresci jogando futebol ao lado de meninos, mas isso nunca me impediu. Apesar da capacidade física inferior, sempre me esforcei ao máximo para evoluir. Estarei torcendo muito no próximo ano”, conta.
O mundial feminino contará com a participação de 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho do próximo ano. Esta será a primeira vez que o Brasil sediará essa competição.
Em abril deste ano, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nomeou a ex-capitã da seleção brasileira, vice-campeã mundial de 2007 e medalhista olímpica em Atenas 2004, Aline Pellegrino, como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027.
Ela destaca o poder de mudança cultural do mundial feminino:
“Nesse momento de reconhecimento do espaço da mulher na sociedade, essa Copa terá um grande impacto social, promovendo mais igualdade. O futebol tem o poder de mudança e transformação. Acredito que um dos grandes legados desse evento será cultural. Ele tem um grande potencial para mudar a cultura e fazer com que meninas e meninos joguem futebol juntos desde cedo, mostrando que não há problema nisso. Espero que essa Copa possa gerar muitas mudanças em nossa sociedade”, explica.
Para as jogadoras que já estão em campo seguindo os passos de atletas como Aline Pellegrino, a certeza é de que o mundial do próximo ano trará mais visibilidade ao futebol feminino. É o sentimento da atleta do time Republicadas de Brasília, Myllene D’Arc, de 34 anos.
“Sempre vi meninos jogando e comecei a jogar com eles, me apaixonando pelo esporte. Minha expectativa para a Copa do Mundo Feminina é que dará muito mais visibilidade para as mulheres, mostrando que futebol não é apenas para homens, mas também para mulheres. Podemos fazer o que quisermos, somos empoderadas”, relata.
Nas ruas, enquanto a Copa masculina estava chegando ao fim, as opiniões sobre o mundial feminino variavam entre os mais e os menos otimistas. Mas é praticamente unânime a ideia de que as atletas precisam de mais visibilidade e reconhecimento.
No próximo ano, oito cidades sediarão a disputa pela inédita taça: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Desde 1991, quando ocorreu a primeira Copa do Mundo Feminina, a taça foi levantada apenas por quatro seleções ao longo das nove edições do torneio. Que comece a torcida para que as talentosas atletas brasileiras conquistem em casa o inédito título de campeãs mundiais.
*Com produção de Beatriz Evaristo e sonoplastia de Thiago Coelho



