Na semana em que a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) retomou os serviços de alimentação em seus refeitórios, interrompido por quase seis meses devido a questões contratuais, a comunidade estudantil ainda demonstra insatisfação. Em contato com este Blog, um estudante critica o auxílio emergencial de R$ 250,00 – conforme critérios de quem tem direito a esse suporte -, o qual considera “irrisório”.

Os auxílios da Univasf sempre são nesse valor, insuficientes. Isso já deixou um rombo de quase R$ 90 mil no orçamento do ano. Provavelmente vai faltar pagamento de outras bolsas no fim do ano. Detalhe: isso, após todo o movimento que continuamos fazendo, que gerou uma recomposição de R$ 1 milhão no ano passado”, frisou.

Mas a reclamação não para por aí. Segundo esse estudante, o último auxílio (do mês passado) só compreendeu 15 dias. “Ou seja, recebemos uma parcela de R$ 125,00. A gente todo dia esteve trazendo outras propostas, pedindo aos gestores que solicitassem auxílio aos municípios. Mas não teve encaminhamento concreto. Fizeram uma reunião na SEDES de Juazeiro e já pularam do barco. Não querem que a gente consiga comer. Contrariam a missão que a universidade nasceu pra cumprir. Estamos cansados de ser desumanizados”, desabafou.

Ele informou que os Restaurantes Universitários (RUs) voltaram com o serviço, mas cobrando apenas R$ 1,00 a menos no valor, “que continua sendo o mais caro do Brasil para os estudantes”, ressaltou. “A universidade não se movimenta para buscar nenhuma outra proposta, e nem coloca esforço no que a gente pede”, acrescentou.

Dificuldade

Ele afirmou, ainda, que poucas pessoas estão conseguindo utilizar o serviço, porque a nova empresa colocou horários de recarga incompatíveis com a vida acadêmica dos estudantes. “Você tem que faltar aula para recarregar, se não você não come. E a gente não estuda não? Ou é mais uma forma de negar nosso direito a educação? Se era pra gente ficar impossibilitado de comer, melhor deixar fechado. Essa é mais uma forma de desumanizar a gente. Será que ninguém nunca vai nos ouvir? Queremos um RU autogerido, e a gente sabe que dá. Só não dá com uma gestão tão sem vontade política, tão incapacitada, sem tato social, sem respeito”. O Blog tentará um contato com a assessoria da Univasf acerca do assunto.


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