Empresas estão prontas para lidar com a governança dos agentes na nova era da IA? De acordo com o estudo “AI Security Report 2026” da Check Point Research, o desafio não está na estratégia das empresas, mas sim na arquitetura que suporta esse movimento e na preparação dos usuários nas melhores práticas de Segurança. A análise aponta que, embora 77% das empresas tenham um plano claro de IA e Cloud, apenas 26% possuem estruturas que suportam essa governança.

 

Rae Roberts, Presidente de Vendas para as Américas da Check Point Software, destaca que esse cenário coloca um desafio para os líderes de SI, que precisam encontrar maneiras de avançar com a tecnologia em prol dos negócios sem correr riscos. Da mesma forma, a cibersegurança precisa acompanhar as inovações do setor para combater eficazmente o crime cibernético.

 

“Assim como em um tratamento medicamentoso, a diferença entre a IA curar uma doença ou piorar uma condição está na dosagem e na forma como é aplicada. Essa mesma ferramenta pode expor vulnerabilidades, explorar brechas ou corrigir problemas. O setor deve abordar a IA considerando a força de trabalho, os agentes de IA e os cibercriminosos”, explica Rae em uma entrevista para a Security Report.

 

A executiva ressalta a importância de uma abordagem diferenciada de cibersegurança para cada uma dessas posições: equilibrar controles e liberdade criativa para os colaboradores, gerenciar acessos e identidades para os agentes, e acelerar a capacidade de resposta e resiliência para incidentes envolvendo IAs maliciosas.

 

O objetivo estratégico é permitir que as empresas apliquem modelos de IA Generativa e Agente de forma rápida e eficaz para gerar valor e combater o crime cibernético. Rae destaca o exemplo do Pix, sistema de pagamentos automatizados no Brasil, que demanda que a cibersegurança evolua tão rapidamente quanto as operações economias ocorrem.

 

Portanto, a atuação com velocidade humana não é mais suficiente. “O Brasil agiu com pioneirismo para construir uma infraestrutura capaz de suportar essa movimentação veloz. Agora, com o desenvolvimento rápido de agentes de IA, também precisamos agir com velocidade agente”, acrescenta Rae.

 

Cibersegurança inovadora para o futuro

Rae Roberts reforça a ideia de que a nova era da IA é uma oportunidade decisiva para os líderes de Segurança se posicionarem de forma diferente diante das transformações digitais das empresas. Ela enfatiza que, independentemente do modelo de negócios, pensar na estratégia de SI significa habilitar a IA com rapidez, democratizar o acesso e capacitar adequadamente.

 

“Normalmente, somos direcionados a desacelerar a inovação ao menor sinal de risco, o que nos coloca em uma posição de bloqueio para a transformação tecnológica. Para mudar isso, é preciso ocupar novas posições com um discurso alinhado à aceleração segura do negócio e com uma força de trabalho preparada”, explicou.

 

Para alcançar o sucesso nesse caminho, é fundamental estabelecer exemplos de sucesso com casos de uso. “Ao liderar a adoção cuidadosa da IA, começar com casos de uso interno ajuda a mostrar à alta gestão como a ferramenta pode ser usada para enfrentar preocupações da empresa”, conclui.

 


Compartilhe:

Deixe um comentário